O que é?

O pé cavo é uma condição que se caracteriza pelo arco do pé alto e bem curvado. Visualmente, é como se o pé se contraísse e a parte do meio fosse ‘puxada’ para cima. Em alguns casos a curvatura é tão grande, que boa parte da planta do pé não toca o chão.

Essa alteração anatômica faz com que funções importantes dos pés, como a distribuição do peso e a absorção do impacto, não funcionem de maneira correta. É comum, por exemplo, que haja uma sobrecarga no calcanhar, já que o peso fica bastante concentrado nessa área.

Alguns casos de pé cavo podem acompanhar o paciente durante a vida toda sem causar nenhum tipo de desconforto ou problema. Já outros podem gerar incômodos constantes e até desencadear outras doenças.

É importante não confundir pé cavo com pé chato. Na segunda condição, o que ocorre é justamente o contrário. A planta do pé toca toda no chão, não existindo aquela ‘curva comum’ da planta dos pés.

Quais as causas?

Grande parte dos casos de pé cavo está relacionada às doenças neurológicas, como a doença de Charcot-Marie-Tooth (CMT), que afeta os nervos periféricos progressivamente. Casos de paralisia cerebral e de acidentes vasculares cerebrais (conhecidos como AVCs) também estão entre as condições que podem resultar em pés cavos.

A hereditariedade é um fator de causa bastante presente em casos de pé cavo. Não é incomum encontrar membros de uma mesma família que possuam a condição.

A progressão do quadro vai variar de caso para caso. Em geral, quando é causado por uma desordem neurológica, a tendência é que o pé cavo se agrave com o tempo. Outros casos podem estagnar sem causar grandes danos ao cotidiano do paciente.

Sintomas

Qualquer pessoa pode ter um pé “mais cavo ou mais chato”. Ao imprimir uma pegada na areia molhada já é fácil perceber se o centro do pé fica mais apagado ou bem evidente. No entanto, só uma imagem despretensiosa não é o suficiente para gerar um diagnóstico. É preciso acompanhar os sintomas e procurar um especialista para avaliar o quadro.

Entre os principais sintomas do pé cavo estão alteração física do pé (a parte do meio fica mais alta, com curvatura bem acentuada); a dor no pé tanto para andar como para ficar em pé, principalmente no calcanhar e na região da frente da planta do pé por conta do desequilíbrio de distribuição de peso; e dedos em garra (tensionados o tempo todo).

É bastante comum que o paciente com caso mais avançado apresente outras condições associadas como, por exemplo, entorses de tornozelo (por causa da falta de estabilidade do pé) e fascite plantar: uma inflamação da planta do pé.

Diagnóstico

O diagnóstico do pé cavo começa já no consultório com o exame clínico do paciente e a avaliação do histórico familiar e pessoal (doenças neurológicas, presença dos sintomas, etc.). O médico especialista costuma realizar alguns exames para analisar a pisada do paciente e a força dos pés. A radiografia ou outros exames de imagem também costumam ser solicitados.

Se houver suspeita de alguma condição neurológica ainda não diagnosticada, o profissional deve encaminhar o paciente para um especialista a fim de identificar e tratar, em paralelo, as duas patologias.

Tratamento

O tratamento do pé cavo vai variar de caso para caso, de gravidade para gravidade.

Se não houver dor ou grande alteração, a situação pode ser acompanhada regularmente por um médico, sem necessidade de tratamento específico, apenas para monitorar se há ou não progressão do quadro. Já nos casos em que os sintomas se manifestam intensamente, as opções de tratamento podem ser convencionais ou cirúrgicas.

O tratamento sem necessidade de procedimento cirúrgico conta com o uso de aparelhos ortopédicos (ex.: palmilhas) que ajudam a distribuir melhor o peso do corpo por todo o pé, aumentando o amortecimento. Também é importante escolher melhor os calçados buscando sempre um sapato confortável, com bom amortecedor e espaço suficiente para todo o pé.

A fisioterapia é outra etapa essencial do tratamento. Fortalecimento e alongamento ajudam a diminuir a dor e melhorar a pisada e o movimento do pé como um todo.

Casos mais graves, com alteração física extrema, e dor intensa e incessante, podem ser encaminhados para a cirurgia. Existem diversas técnicas que podem ser aplicadas e a melhor será indicada pelo médico especialista. A recuperação pós-cirúrgica é lenta e conta com os mesmos procedimentos citados acima.

Vale lembrar que se o pé cavo estiver associado a alguma outra patologia (tanto como causa da condição, como em decorrência dela), a mesma deve ser tratada paralelamente para evitar a progressão dos dois quadros.

 

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