O que é?

O Esporão Calcâneo é resultado de um processo inflamatório que implica na calcificação de tecidos ao redor do osso do calcanhar. Nessa região calcificada se forma uma espécie de protuberância óssea, uma espécie de ‘ponta’ no osso: o Esporão Calcâneo.

Ele pode ocorrer em dois lugares diferentes: na sola do pé, na região do calcanhar (no local onde a fáscia plantar encontra o calcâneo), ou na parte de trás do pé, perto do Tendão de Aquiles, na bolsa retrocalcânea.

Para explicar mais detalhadamente o processo de desenvolvimento do Esporão Calcâneo é importante entender melhor a estrutura do pé e como ela está ligada à formação do esporão.

Calcâneo

O calcâneo é o maior osso do pé e fica localizado no calcanhar. Ele recebe continuamente uma grande carga – durante a caminhada cotidiana, exercícios físicos e corridas.

Os microtraumas contínuos sofridos por essa região podem desencadear um processo inflamatório que resultará na formação do Esporão de Calcâneo.

A fáscia plantar

Na região plantar (sola) do pé existe um tecido fibroso e forte que reveste a musculatura do membro. Esse tecido é chamado de fáscia plantar e, durante a caminhada, ele recebe uma grande carga, além de ser responsável por auxiliar no impulso da marcha.

Se essa região sofrer estresse contínuo, pode ocorrer um processo inflamatório conhecido como Fascite Plantar. Com o tempo, essa inflamação pode resultar na calcificação e formação da espícula óssea (pequena protuberância), o Esporão Calcâneo, justamente por uma das pontas da fáscia plantar estar localizada próxima ao calcanhar.

É importante lembrar que nem toda Fascite Plantar desencadeará, necessariamente, um Esporão Calcâneo.

Quais as causas?

Basicamente, os estresses sofridos na Fáscia Plantar e no calcâneo são as situações que iniciam o processo de inflamação que cria o “ambiente ideal” para o desenvolvimento da calcificação e do Esporão Calcâneo.

Algumas situações podem facilitar o surgimento do Esporão Calcâneo, geralmente as que implicam em maior impacto (trauma), como o sobrepeso e a obesidade, trabalhos que exigem que a pessoa passe muito tempo em pé e corridas, especialmente sem os calçados adequados para amenizar a tensão no calcanhar.

O Esporão Calcâneo também pode surgir em pessoas que têm Pé Cavo (aumento do arco plantar/curvatura na sola do pé), por conta da má distribuição do impacto.

Mulheres com idade entre 40 e 50 anos compõe o grupo que apresenta mais frequentemente o Esporão Calcâneo. Entre os motivos para isso estão: as alterações hormonais, o encurtamento muscular, o ganho de peso, a degeneração da gordura protetora do calcâneo e o uso contínuo de sapatos de salto.

Sintomas

O principal sintoma dos pacientes que possuem Esporão Calcâneo é a dor. Na realidade, não é o esporão que causa esse sintoma, mas sim a inflamação local. Por isso, muitos casos de Esporão Calcâneo podem ser assintomáticos por bastante tempo se não houver processo inflamatório significativo.

De qualquer maneira, o paciente percebe que tem algo errado quando sente dor no calcanhar e dor na planta do pé. Esse desconforto acontece de maneira mais acentuada durante os primeiros passos do dia, logo depois que a pessoa acorda e sai da cama, e também após longo período sentado, quando o paciente se levanta e começa a caminhar. Isso tudo por conta do encurtamento e rigidez que os músculos do pé sofrem no período de repouso.

Diagnóstico

O diagnóstico é composto por duas etapas: o exame clínico e o exame de raio-x.

Na consulta, o paciente deve relatar ao médico os sintomas, em geral dor no calcanhar e dor na sola do pé, e o histórico de atividades que geram impacto na região.

É importante passar para o especialista o máximo de informações possíveis para ajudar também na escolha de tratamento: se houve aumento de peso, se o paciente começou a realizar alguma atividade física nova, o tipo de calçado que utiliza etc.

Em seguida, o médico deve pedir a radiografia para confirmar a presença do Esporão Calcâneo.

Tratamentos

Em geral, os tratamentos para Esporão Calcâneo são convencionais e simples. Tudo vai depender das causas e da rotina. Uma boa conversa, com orientações a serem executadas no dia a dia, costumam já surtir efeito nas primeiras semanas.

A fisioterapia (em especial o alongamento específico de toda região do pé e perna) e a mudança de calçados para modelos mais adequados costumam ser indicadas para quase todos os pacientes. O uso de palmilhas específicas também é uma opção que pode ser discutida com o médico.

Pessoas com sobrepeso ou obesidade podem incluir no tratamento a perda de peso para diminuir a tensão no pé.

Além disso, alguns especialistas podem indicar anti-inflamatórios ou injeções de corticoide para ajudar no processo de desinflamação.

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