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Artigos e entrevistas

matéria publicada no Jornal da APCD - São Paulo - Dr.Fabiano Rebouças

Com o aumento das horas de trabalho diário, têm surgido doenças relacionadas à atividade profissional. Os profissionais que utilizam os membros superiores, nas suas atividades laborativas, são mais suscetíveis de serem acometidos por patologias localizadas no ombro. As patologias mais freqüentes, podem ser causadas por lesões cápsulo-ligamentares ou tendíneas-musculares, decorrentes de postura inadequada, sobrecarga (overuse), esforço repetitivo, etc.

O ombro é a articulação do corpo humano com a maior amplitude de movimento, e a mais instável, necessitando, portanto, de fatores estruturais estáticos (estrutura óssea, pressão interna, adesão/coesão, lábio glenoidal) e dinâmicos (musculatura interna e externa, ligamentos, mobilidade escapular, tendão bicipital) para sua estabilidade. A falha destas estruturas estabilizadoras por processos traumáticos, inflamatórios e/ou degenerativos, pode levar ao desequilíbrio articular e a impotência funcional do ombro.

Entre as patologias do ombro, as mais freqüentes são:

a) “Bursite – Tendinite”: a bursa é uma estrutura localizada abaixo do acrômio (subacromial) e abaixo do músculo deltóide (subdeltoideana), que tem a função de facilitar o deslizamento entre as estruturas ósseas e tendíneas. As bursas e tendões podem inflamar frente a impactos ou compressões posturais, e podem estar associadas a outras patologias.

b) “Síndrome do impacto”: é a lesão da musculatura interna do ombro (manguito rotador), por processo degenerativo, que pode estar associado ao impacto dos seus tendões contra o arco córaco-acromial (acrômio, ligamento córaco-acromial, processo coracóide, articulação acrômio-clavicular). Pode também ser ocasionada por: instabilidade multidirecional do ombro, acrômio espesso e/ou curvo, artrose acrômio-clavicular, sobrecarga, etc. É uma patologia com estágios evolutivos, que pode iniciar com edema/hemorragia, tendinite/fibrose, e até ruptura dos tendões do manguito rotador.

c) “Tendinite calcárea”: é o depósito de cálcio dentro dos tendões do manguito rotador por provável inflamação local. Na fase aguda pode levar a incapacidade de movimentos do ombro pela dor.

d) “Capsulite adesiva”: também conhecida como “ombro congelado”, traz limitação progressiva dos movimentos do ombro, pela contratura e aderência da cápsula articular à cabeça do úmero.

O diagnóstico destas e outras patologias do ombro, pode ser feito apenas pelo exame físico do paciente. Existem manobras específicas para detectarmos a localização e até a extensão da lesão. Com a realização dos exames complementares (radiografias, ultra-sonografia e/ou ressonância magnética), conclui-se o diagnóstico e inicia-se o tratamento.

As patologias do ombro têm tratamento específico, dependendo da fase encontrada, podendo variar de medicamentos anti-inflamatórios, fisioterapia, infiltrações, até o tratamento cirúrgico. O tratamento inicial é, na maioria das vezes, conservador, com fisioterapia para fortalecimento da musculatura interna do ombro (exercícios isotônicos e isométricos). As lesões traumáticas do ombro (rupturas do manguito rotador) têm uma abordagem diferente, pois evoluem rapidamente, e na maioria das vezes são melhor tratadas com cirurgia precoce. Atualmente, com o avanço tecnológico aplicado à medicina, as cirurgias artroscópicas ganharam espaço. São cirurgias menos traumáticas, de menor morbidade, e melhor estética. São feitas pequenas incisões, apenas para entrada da câmera digital p/ visibilização interna do ombro, e para introdução de pinças e materiais de sutura.

O mais importante, seja qual for o tratamento, é tornar o ombro uma articulação equilibrada, restabelecendo seu funcionamento e estabilidade original.

Fabiano Rebouças Ribeiro, ortopedista do Centro Médico Berrini na capital paulista, é preceptor de ensino da residência médica do serviço de ortopedia do HSPE-SP. É membro da sociedade brasileira de ortopedia e traumatologia e sociedade brasileira de cirurgia do ombro e cotovelo. Tem mestrado pelo IAMSPE.

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