Traumatologia

Um problema que vem acometendo muitos atletas, sejam eles profissionais ou amadores, são as fraturas por estresse. A comunidade médica, buscando entender como essas pequenas fissuras se desenvolvem, já pôde concluir que há associação com esportes de altíssimo rendimento, como triatlhon; corridas de montanha; maratonas; ultramaratonas e outras modalidades focadas na resistência.

É importante saber que, embora esse tipo de alteração possa acontecer em qualquer osso do corpo humano, sua recorrência é maior nos membros inferiores, afinal, são eles que suportam o peso do corpo durante todas as atividades, incluindo as físicas.

O que é?

É de conhecimento que as fraturas por estresse acontecem quando o atleta supera sua resistência física. A explicação mais simples mostra que os músculos fazem um esforço excessivo e, na incapacidade de absorver os impactos, acabam transferindo esses impactos para os ossos, gerando este tipo de afecção.

Também existem estudos que mostram que as mulheres possuem a maior possibilidade de apresentar fraturas por estresse, por motivos que estão relacionados à desordem alimentar, osteoporose e alterações no ciclo menstrual.

As fraturas por estresse consistem em pequenas fissuras nos ossos causadas por uma soma de impactos nessas estruturas. Os esforços repetitivos acabam ultrapassando a resistência normal do osso que, na impossibilidade de voltar à sua situação natural, começa a sofrer com as microfraturas.

Causas

A principal causa desse tipo de lesão é o aumento rápido da intensidade dos exercícios físicos ou, em alguns casos, a mudança no tipo de treinamento. Uma explicação bastante simples é a seguinte: quando uma pessoa, por exemplo, corre, os músculos em conjunto com os ossos são os responsáveis por absorver os impactos. Quando ocorre a fadiga muscular, os choques de impacto vão somente para os ossos.

A partir de então, o osso é submetido a uma sucessão de choques que podem danificar sua estrutura. É importante saber que o overtraining, ou seja, quando há um excesso de treinamento em alguma atividade física, também é um fator comumente associado às fraturas por estresse – por isso a importância de treinar sempre com supervisão.

Algumas causas físicas naturais, como formato dos pés, tipo de pisada, ossos enfraquecidos e, até mesmo, músculos mal treinados, podem gerar condições para que as fraturas por estresse surjam.

Sintomas

Entre os principais sintomas da fratura por estresse estão:

- Inchaço;

- Dor em áreas específicas;

- Dor recorrente no mesmo local aos esforços;

- Enfraquecimento da região.

Diagnóstico

A ideia, quando se suspeita que esteja sofrendo de lesões por estresse, é procurar um médico ortopedista. Ele irá perguntar sobre sua rotina, treinos e esportes praticados, além disso, pedirá alguns exames para ter certeza do diagnóstico.

De maneira convencional, os médicos costumam pedir exames de ressonância magnética, buscando sinais de fraturas. O exame é solicitado, pois não é possível enxergar esse tipo de lesão em radiografias, exceto quando a fratura já evoluiu para um caso mais sério. É necessária ainda a investigação da densidade óssea pelo exame de densitometria óssea, além de exames laboratoriais para investigar distúrbios endócrinos ou reumáticos que possam estar enfraquecendo ossos.

Pode ser que o médico, após o tratamento, receite o uso de um calçado protetor para evitar que o impacto volte a acontecer, pelo menos em curto prazo.

Tratamento

O principal tipo de cuidado recomendado para quem sofre com esse tipo de alteração na estrutura óssea, está associado a tratamentos conservadores. A ideia é repousar e evitar praticar esportes, afinal, a queda de rendimento será grande e as dores podem gerar uma nova lesão, inclusive mais séria.

O médico especialista também pode recomendar atividades na água (como a hidroterapia), e exercícios de fortalecimento e alongamento. A ideia é manter a forma do paciente enquanto ele está em tratamento.

Tratamentos envolvendo imobilização, em geral, não são necessários para esse tipo de problema. Caso o paciente sinta muita dor, pode ser que o médico recomende o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, mas por um curto período de tempo.

Se o quadro clínico for de alto risco, o tratamento será mais rigoroso, envolvendo repouso absoluto, sem nenhuma atividade e, até mesmo, com imobilização. Se mesmo assim o quadro não melhorar, é preciso fazer uma cirurgia para fixação da fratura, mas é preciso ter a consciência que esse procedimento só é levado em conta em último caso.

Ao sentir dor que possa estar associada a um quadro de fratura por estresse, a primeira medida a ser tomada é consultar um médico ortopedista, ou um médico de medicina esportiva, eles irão analisar o seu caso, dando o diagnóstico correto e indicando os tratamentos mais adequados, além disso, evite qualquer tipo de automedicação.

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