Traumatologia

O que é?

A clavícula é um osso do ombro popularmente conhecido como ‘osso da saboneteira’. Ele liga o esterno (osso localizado no centro do peito, entre as costelas) à escápula, o osso da ‘asa’, também chamado de omoplata. Quando, por algum motivo, esse osso quebra, acontece a Fratura da Clavícula.

Esse tipo de lesão é bastante comum e aparece na literatura médica há muito tempo. O tratamento mais utilizado é o conservador, mas tudo vai depender da análise do caso.

Quais as causas?

A Fratura de Clavícula, inclui-se nas Fraturas do Ombro, e pode acontecer em qualquer pessoa, desde crianças até idosos por diferentes causas.

Em bebês, a fratura pode ocorrer durante o momento do parto, na hora da passagem pelo canal vaginal. A boa notícia é que, nesses casos, a Fratura de Clavícula costuma ser mínima e a lesão não precisa de imobilização ou tratamento específico na região. A fratura se cura com o tempo e só é necessário o acompanhamento médico para checar a evolução do quadro. Nos casos de fraturas maiores pode ocorrer a chamada Paralisia Obstétrica, quando ocorre lesão neurológica concomitante.

A Fratura de Clavícula pode acontecer por trauma direto, como por um chute durante uma luta, ou trauma indireto, como uma queda sobre a lateral do ombro ou braço.

Grupo de Risco

Apesar da Fratura da Clavícula acontecer em diferentes tipos de pessoas, existe um grupo que é afetado com mais frequência: os atletas (aqui se encaixam tanto os profissionais, como os amadores).

O fator de risco está, principalmente, na grande chance de quedas e possíveis traumas diretos, como nos casos dos lutadores, por exemplo. Ciclistas e skatistas estão entre o grupo que mais apresenta esse tipo de lesão. A queda é tão comum que alguns ciclistas fraturam a clavícula mais de sete vezes durante a vida no esporte.

Alguns indicadores mostram que os mais afetados são homens com idade abaixo dos 30 anos.

Sintomas

No momento da fratura, alguns pacientes conseguem ouvir um estalido do osso se partindo. Mas, entre os sintomas mais comuns estão o inchaço do local, dor no ombro intensa, dificuldade para movimentar o braço, presença de hematoma em alguns casos e sensação de estalo no local.

Em geral, o ombro do lado fraturado fica mais caído que o outro e a pessoa tende a inclinar a cabeça para compensar o incômodo.

Nos casos dos bebês recém-nascidos, o sintoma mais comum é a criança não mexer braço do lado afetado.

Diagnóstico

A avaliação dos sintomas, exame clínico e radiografia compõe a combinação necessária para realizar o diagnóstico de uma Fratura da Clavícula.

Por isso, assim que os sintomas surgirem é importante procurar um médico especialista e relatar todo o histórico do trauma e sinais do corpo.

Geralmente apenas o exame de radiografia simples é suficiente para diagnóstico e conduta da fratura da clavícula, mas como pode estar associada a outras lesões (nos nervos, por exemplo) o médico pode solicitar alguns exames de imagem mais detalhados, como a ressonância magnética e/ou tomografia. Eles também ajudam a eliminar outras suspeitas, como a lesão neurológica ou tendínea.

Por meio dos exames, o especialista também poderá identificar exatamente qual região da clavícula foi fraturada (terço proximal, terço médio ou terço distal) e iniciar o melhor tratamento.

Tratamento

Em geral, nos casos com desvios mínimos ou sem desvio, o tratamento é conservador e por imobilização com uso de órtese – por exemplo, uma tipoia. O tratamento costuma durar cerca de seis semanas e requer muita paciência. O segredo para um bom tratamento é movimentar o mínimo possível a região e esperar o próprio corpo fazer a sua parte. Se houver encurtamento do osso, pode ser necessário o uso de uma órtese “em oito”.

Além da imobilização, o paciente também costuma fazer uso de medicamentos para reduzir a dor e o incômodo e recebe a indicação de Fisioterapia para recuperar, aos poucos, a força muscular e evitar novas lesões.

O tratamento conservador costuma apresentar bons resultados e o paciente pode retornar às atividades normais em três meses, mais ou menos.

Alguns casos mais raros, como os de fratura exposta, lesões associadas (nos nervos, por exemplo) e fraturas cominutivas com grandes desvios, podem ser encaminhados para a cirurgia. O paciente pode receber hastes ou placas e parafusos no local que vão ajudar na cicatrização do osso.

A recuperação pós-cirúrgica é parecida com o tratamento conservador, mas costuma levar mais tempo e requerer mais cuidados – afinal, toda cirurgia tem seus riscos iminentes, como infecção.

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