Pé e Tornozelo

Uma das funções de nossos pés é a de manter o nosso equilíbrio enquanto nos deslocamos. Sustentar nosso peso de maneira correta e fazer com que tenhamos um bom centro de gravidade para caminhar é uma tarefa complexa e que exigiu muito tempo de evolução para que se desenvolvesse à perfeição.

Alguns ossos dos pés, como os metatarsos, possuem essa função de sustentação. O metatarso pode ser considerado o conjunto de ossos que formam o “peito” do pé. Esses ossos, são presos entre si por vários tipos de ligamentos que ajudam na estabilização da planta do nosso pé e, ao mesmo tempo, nos concedem algum poder de flexibilidade, adaptando nossas passadas às irregularidades do chão, deixando nosso caminhar o mais estável possível.

O que é a Fratura do Metatarso e quais as suas causas

Uma fratura do metatarso pode acontecer na base, terço médio ou cabeça do osso. O nível de gravidade dessa contusão, claro, vai depender da extensão da lesão, desvio do osso, etc. E as causas desse problema são as mais variadas possíveis.

É possível que a fratura dos metatarsos aconteça, por exemplo, por estresse. Um exemplo dessa lesão é quando o paciente caminha por muito tempo com sapato inadequado ou quando começa a se exercitar de maneira intensa de maneira repentina (alto impacto). A sobrecarga e esse esforço repetitivo pode gerar uma fratura de estresse.

Claro que, derrubar algo muito pesado no pé, um choque violento (jogando bola, por exemplo) ou acidentes do gênero, também podem gerar uma fratura ou luxação que, em muitos casos, precisará de uma intervenção cirúrgica para correção. Um entorse forte do tornozelo também pode ocasionar uma fratura do tipo avulsão da base do quinto metatarsiano, que é muito comum.

Outro fator que pode contribuir para que aconteça a fratura dos metatarsos fica por conta de doenças que prejudicam a estrutura óssea, como a osteoporose que, com o tempo, diminui a resistência dos ossos e pode facilitar esse tipo de lesão, principalmente nas extremidades que sempre sofrem com impactos, como o caso dos pés.

Sintomas

São dois os principais sintomas de que existe uma fratura no metatarso. A região fica sensível ao toque e, ao colocar o peso sobre o pé lesionado, aumenta a dor na região de maneira considerável, chegando ao ponto de ficar quase insuportável, sendo necessária a procura de um médico ortopedista.

É possível observar inchaço na região do peito do pé ou a presença de calos em certas regiões da base dos dedos do pé.

Diagnóstico

A melhor maneira para se obter um diagnóstico preciso é conversando com um médico ortopedista que, com certeza, pedirá um exame de imagem, além de examinar a região. A radiografia costuma identificar o problema, tamanho da lesão, gravidade e qual o procedimento para recuperação.

O diagnóstico bem feito evita que a lesão possa ser confundida com outros problemas, como a fascite plantar, fratura de outros locais do pé, metatarsalgia, neuroma de morton etc. Pode ser que o médico opte pela ressonância magnética que, embora complexa demais para identificar apenas uma fratura, pode ajudar na indicação de lesões nos tecidos moles que ajudam na composição do pé, mostrando se existem outros danos a serem tratados.

Tratamento

O processo de recuperação e tratamento serão recomendados pelo médico ortopedista, que falará sobre como curar o pé quebrado e o problema no metatarso. O cuidado será feito com base no tipo de lesão, levando em conta os tecidos em volta. Caso a lesão não tenha levado a um desvio ósseo, a bota imobilizadora pode ser adotada para, aos poucos, recuperar o local lesionado.

A ideia é que o paciente não apoie o peso sobre o pé afetado por, no mínimo, 4 semanas e, a partir de então, com a cicatrização natural do corpo, a região venha se recuperando. O uso de muletas vem na sequência para o corpo se acostumar à volta da rotina.

O procedimento cirúrgico é indicado quando o desvio ósseo resultante da fratura é acentuado e mais grave. Se atingir uma articulação na superfície articular com desvio, for uma fratura exposta ou fratura-luxação, é o tratamento recomendado. O médico cirurgião fará a cirurgia através da chamada “via aberta” ou “percutânea” trabalhando para refazer o alinhamento e a fixação dos ossos quebrados. Pode ser que ele opte por utilizar pinos, placas ou parafusos, para garantir que o problema seja resolvido.

Em casos específicos de pacientes que sentem dores após a operação, não é incomum que o médico receite alguns remédios para esse problema, auxiliando no pós-operatório e deixando o paciente confortável para o começo da recuperação física.

Outras Informações

Um dos grandes desafios para os pacientes que sofrem com o pé quebrado, como é o caso dessa enfermidade, é o de conseguir manter o repouso. Ficar sem mexer a região por semanas e, em alguns casos, até meses, é uma tarefa difícil, mas que requer paciência e dedicação.

Utilizar a bota imobilizadora, talas, palmilhas e muleta são processos fundamentais para uma recuperação plena da região do pé. Ter a certeza de que os ossos calcificaram da maneira certa é imperativo para que o problema não volte a aparecer ou que a cicatrização tenha sido feita de maneira equivocada.

Por essas razões citadas acima, seguir a recomendação médica, mesmo que ela indique parar as atividades, como corrida, futebol ou outros esportes, é importantíssimo para que nada de errado saia no processo de volta à rotina. Alguns pacientes, inclusive, precisam de ajuda fisioterápica para recuperar a movimentação do pé e poder retornar às atividades do dia a dia.

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