Ortopedia Geral

O que é?

A Artrite Gotosa é uma patologia que ficou popularmente conhecida como Gota. Esse nome foi usado logo no período de descoberta da doença, quando se acreditava que alguma substância caía em gotas nas articulações. Com o tempo, diversos estudos foram realizados e a verdadeira causa da Artrite Gotosa foi descoberta.

Diariamente, o ser humano ingere alimentos que contém purina. O resultado da metabolização dessa substância é o ácido úrico. Esse procedimento é considerado normal e não apresenta riscos quando a quantidade de ácido úrico é mínima (dentro dos padrões) e ele é excretado, contando com o bom funcionamento de diversas partes do corpo, como os rins – que realizam a eliminação por meio da urina. O problema acontece quando há excesso de ácido úrico e a cristalização dele.

A Gota é resultado do acúmulo de ácido úrico dentro da articulação (partes que funcionam como ‘juntas’ do corpo) e é uma das artrites inflamatórias mais comuns em todo o mundo. Ou o corpo produz a substância em quantidades demasiadamente altas, ou não consegue excretá-las o suficiente para manter o organismo saudável.

Quais as causas?

Como já dito, a Artrite Gotosa ocorre por conta do acúmulo e cristalização do ácido úrico nas articulações, o que se dá em paralelo com o aumento da substância no sangue – processo chamado de hiperuricemia. Para entender, então, o que causa a Gota é preciso conhecer as causas do aumento exacerbado e a retenção do ácido úrico no corpo.

Algumas situações podem colaborar para a hiperuricemia. O uso de alguns medicamentos é uma delas. Sem supervisão médica adequada, o consumo pode alterar os níveis de ácido úrico no corpo, levando à formação da Gota. Inclusive, alguns remédios podem afetar a funcionalidade do rim – que ajuda no processo de excreção do ácido úrico. Quando isso acontece, pode começar o processo de acúmulo do mesmo e de desenvolvimento da Gota.

Certos estudos indicam também a possibilidade da Artrite Gotosa ser resultante de fatores genéticos, que podem piorar a situação quando aliados a outras causas.

O consumo excessivo de álcool, cigarro e uma dieta com consumo elevado de alimentos ricos em purina, como frutos do mar, também constituem fatores de risco para a Artrite Gotosa. Por esse motivo, por muito tempo a Gota ficou conhecida como uma doença de pessoas ricas, já que ela se manifestava mais em quem tinha condições de ingerir em grande quantidade esses alimentos e consumir bebidas alcóolicas frequentemente.

Além disso, a Artrite Gotosa pode atingir pacientes de outras condições, como a obesidade, hipertensão e a diabetes, porque elas podem ajudar a aumentar os níveis do ácido úrico no sangue ou dificultar sua eliminação.

Sintomas

A Gota, em geral, acontece separadamente em episódios de crise, sendo raros os casos em que ela surge em mais de uma articulação por vez. A primeira a ser afetada costuma ser a articulação do dedão do pé. A região fica bastante inchada (tofos) e avermelhada e a dor é extrema – a Artrite gotosa é conhecida como uma das artrites mais dolorosas.

A crise acontece subitamente e não existe um aviso prévio para a formação da Gota. Ela pode durar entre três e dez dias, dependendo da pessoa.

Quando não tratada, a Artrite Gotosa pode começar a apresentar crises menos espaçadas (situação crônica) e em diferentes articulações do corpo, sempre apresentando os sintomas de vermelhidão, muito inchaço, sensibilidade e dor. Em alguns casos, os tofos tornam-se permanentes, situação que torna a Gota uma doença tão conhecida.

Diagnóstico

É comum que o médico especialista consiga realizar o diagnóstico conhecendo o histórico do paciente e avaliando os sintomas. Mas, para se certificar 100%, é necessário realizar alguns exames, como os de sangue, do material do tofo e a punção do líquido articular.

Se o paciente apresentar situação crônica, o médico especialista pode realizar uma bateria de exames para encontrar a causa específica (por exemplo, alguma falha nos rins), a fim de buscar a melhor opção de tratamento e qualidade de vida para a pessoa afetada.

Tratamento

O tratamento da Gota consiste em controlar os sintomas, principalmente reduzindo a dor, e cuidar da causa inicial da Artrite. Por isso, tratar a doença envolve medicação e também diversas mudanças no dia a dia.

A medicação vai variar de paciente para paciente. Ela pode ser usada para aliviar a dor, evitar pedras nos rins e também para tratar o inchaço.

É importante também prestar atenção nas possíveis causas – ou agravantes – da Gota. Pacientes que apresentam os sintomas devem readequar a dieta alimentar, evitando alimentos que contém purina (por exemplo: miúdos, frutos do mar, carne de porco, caldo de carne, feijão, lentilha, grão de bico, brócolis, nozes, amendoim, presunto, cogumelo, café e abacaxi), além de evitar o cigarro, diminuir (ou erradicar) o consumo de bebida alcóolica e acompanhar de perto outras doenças que podem influenciar no desenvolvimento da Artrite Gotosa. Deve-se ainda ingerir de 2 a 3 litros de água por dia.

O médico também pode realizar um acompanhamento constante para controle da hiperuricemia, ainda que ela não desencadeie uma crise de Gota.

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