Coluna

O que é?

A hérnia de disco, ou hérnia discal, é uma doença que afeta as articulações da coluna vertebral, sendo mais frequente nas regiões lombares e cervicais por conta delas estarem mais expostas a traumas e torções. As vértebras do nosso corpo são muito importantes para a realização dos movimentos de braços e pernas, e até por isso são chamadas de “espinha dorsal do corpo humano”.

Os ossos da coluna vertebral também são responsáveis por suportar grande pressão e peso do corpo, de modo que toda a força exercida durante uma caminhada ou exercícios na esteira passam pela coluna. Para auxiliar na função de amortecedor, existem cartilagens localizadas entre as vértebras, chamadas de discos intervertebrais. Eles são compostos por um anel fibroso e núcleo pulposo.

Juntas, todas essas estruturas montam as articulações presentes na coluna vertebral. Entretanto, a hérnia de disco ocorre quando há inflamação, desgaste e lesão no disco intervertebral, de modo que a pressão articular aumente até a ruptura ligamentar, com consequente saída do disco para o canal medular e compressão dos nervos.

De acordo com pesquisas, 10 a 30% das dores lombares, muito comuns durante a vida, são provenientes de hérnias de disco.

Quais as causas?

Existem diversas causas que contribuem com o surgimento da doença, e as principais são: hereditariedade, desgaste adquirido com o tempo, que pode enfraquecer o núcleo e se romper, movimentos crônicos e repetitivos que forçam os discos intervertebrais e também por acidentes que lesionem as vértebras.

Quem faz parte do grupo de risco?

São fatores de risco a obesidade, que pressiona toda a coluna e aumenta a pressão sobre os nervos, profissões que demandem grande esforço físico, como é o caso de pedreiros e operadores de rompedor de concreto (aquele instrumento barulhento usado em recapeamento de ruas). Sedentarismo, má postura e consumo de tabaco ou bebidas alcóolicas também pode prejudicar. Atividades de alto impacto também podem ocasionar a hérnia de disco, caso haja predisposição.

Vale lembrar que idosos acima de 60 anos tem uma predisposição a desenvolver a doença por conta do desgaste que ocorre com o tempo. E tanto homens como mulheres tem as mesmas chances de desenvolver a doença. Já em adolescentes, é raro haver hérnia de disco, mas ainda há a possibilidade, pois durante a adolescência, o peso proveniente de mochilas muito pesadas pode lesionar a coluna.

Quais são os sintomas?

O curioso da hérnia discal, é que as pessoas podem ter a doença e nem se dar conta disso por ela ser assintomática. Contudo, os sintomas da patologia são amplos, e a dor é o principal deles, pois ela pode ser insuportável e reduzir drasticamente a mobilidade. Se ocorrer na região lombar, a dor pode irradiar para as pernas, e assim dificultar a flexão da coluna vertebral. Se a dor for na parte de cima das costas, na região cervical, ela pode irradiar para os braços, dificultado movimentos de rotação e alongamentos.

Em ambas as regiões, a dor pode ser acompanhada de formigamento, cãibra, diminuição da sensibilidade e fraqueza por conta dos nervos acometidos. Vale ressaltar que em casos mais raros pode haver alteração da rotina de eliminar as impurezas do corpo, tais como urina e fezes. No entanto, se você estiver com suspeita da doença, não se preocupe, pois hérnia de disco tem tratamento.

De que forma é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é feito clinicamente por um médico com o auxílio de exames de imagem, que ajudam a descartar outras doenças como osteoporose, artrose e até mesmo tumores. Contudo, o primeiro passo é analisar os sintomas apresentados a partir do relato do paciente, sobre sua rotina e também um pequeno histórico de saúde individual e familiar.

O próximo passo é fazer o exame físico, onde o ortopedista especialista vai, além de analisar o local da dor, testar a força do paciente, realizar exercícios neurológicos para testar reflexos e a capacidade de andar normalmente.

Os principais exames que mais podem ser realizados são: ressonâncias magnéticas, que visualizam tecidos moles, como é o caso dos discos intervertebrais; tomografia computadorizada, que objetiva verificar a estrutura vertebral como um todo, e a radiografia, que visa verificar a presença de fraturas ósseas e posturas.

Existe também um exame próprio para verificar a velocidade de condução dos nervos a partir da medula espinhal, que é a eletroneuromiografia, com intuito de encontrar compressões nervosas ou neuropatias (doenças neurológicas).

Há tratamento disponível para hérnia de disco?

Existem dois tipos de tratamentos disponíveis para hérnia de disco, são eles o tratamento conservador e o cirúrgico. Na primeira opção, os pacientes conseguem retomar suas atividades normais com seis meses de tratamento em 80% dos casos. Ela é composta de medicamentos analgésicos para diminuir a dor, relaxantes musculares no caso de espasmos das costas e fisioterapia, que visa recuperar a força muscular e garantir uma mobilidade maior.

Paralelamente ao tratamento conservador podem ser feitas injeções de corticosteroides, que diminuem a dor e o inchaço proveniente de inflamações ao redor dos discos e das raízes nervosas. Essas injeções podem reduzir os sintomas por até seis meses, mas devem ser usadas com cautela e com o auxílio de um médico, pois podem prejudicar o funcionamento de outras estruturas.

A cirurgia pode ser uma opção como última alternativa, se aplicando para os poucos pacientes cujos sintomas não desaparecem com outros tratamentos e ao longo do tempo. Uma das técnicas mais utilizadas atualmente é a artroscopia, um procedimento minimamente invasivo e inovador.

Informações sobre recuperação e pós-operatório

Para uma recuperação mais saudável, o paciente deve tomar algumas providências, como realizar compressas de água quente e gelada, de modo a aumentar a circulação e reduzir inflamação e dor.

É importante realizar uma mudança de vida, como manter uma alimentação saudável, reduzir peso, praticar esportes com o aval médico e mudar a postura com o auxílio de sessões de RPG (Reeducação Postural Global). Tudo sobre supervisão médica.

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