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A pubalgia é uma condição dolorosa que atinge atletas de várias modalidades. Principalmente esportes que exigem esforço na região da pelve e do abdome. Corrida e chute, se praticados regularmente, podem causar o aparecimento dessa lesão.

O que é?

De repente, em uma corrida durante a prática esportiva, o atleta sente uma súbita fisgada na região do púbis (osso frontal da pelve/bacia). A atividade torna-se inviável no momento, afinal, o praticante acabou de ser acometido por uma pubalgia, condição dolorosa que atinge uma articulação da região baixa do abdômen, na frente da pelve (região dos pelos pubianos).

Esse tipo de problema é bastante comum entre profissionais do esporte, sobretudo aqueles que exercem movimentos de chute, rotação ou fechamento da coxa em excesso. Dentre eles destacam-se os jogadores de futebol, rúgbi, tênis e até corredores.

A pubalgia, que pode causar dores fortes em toda região do púbis, pode ser dividida entre dois tipos distintos: pubalgia aguda e pubalgia crônica. Na causa aguda, ou traumática o paciente é acometido pela condição após um estresse mecânico na região. Isso ocorre em atletas que realizam desacelerações muito bruscas, sobretudo de forma regular. O incômodo se manifesta mais durante a prática esportiva, podendo se intensificar gradualmente, caso nenhum médico ortopedista especialista em quadril tenha sido consultado de antemão.

O segundo caso refere-se à pubalgia crônica, ou seja, quando há esforço de repetição e sobrecarga frequente na região. De forma geral, atinge corredores de alta performance que, em um único dia, completam percursos de grande distância. Isso ocorre em detrimento do desequilíbrio mecânico na cintura pélvica.

Além dos dois tipos aparentes, a pubalgia pode se manifestar em variados graus de intensidade. No primeiro, o sintoma de dor no púbis ocorre apenas de um lado (unilateral) em que o esforço foi gerado. Comumente o incômodo cessa no aquecimento, mas retorna ao término das atividades físicas.

Já o grau 2 refere-se a incômodos de ordem bilateral. Ou seja, o desconforto pode ser sentido nos dois lados da pelve e até rradiar para os membros inferiores. A dor pode se intensificar depois dos exercícios.

No grau 3, além de dor ininterrupta nos dois lados da região púbica, a limitação de movimentos é evidente, podendo causar incapacidade durante a atividade física. Simples movimentos de repouso como sentar ou mudar de posição podem ser bem dolorosos.

Por fim, o grau 4 apresenta todos os sintomas relatados, com o agravante da dor irradiada para a coluna vertebral. Nesse estágio mais avançado da doença, o paciente demonstra dificuldade na marcha, entre outras atividades corriqueiras.

Causas

Essa forte condição dolorosa, que pode causar incapacitação momentânea, advém de compensações musculares. Elas ocorrem quando a sínfise púbica, articulação da região, é sobrecarregada durante movimentos específicos de força. Em futebolistas, por exemplo, ela se manifesta durante o ato de chutar a bola com a parte interna do pé. Corridas em superfícies irregulares, como no caso de maratonistas, também podem ocasionar essa severa fraqueza dos músculos que envolvem importantes ossos, como o ísquio que se liga ao púbis.

Sintomas

A dor no púbis é o sintoma mais evidente da pubalgia. Esse desconforto geralmente é desencadeado durante a prática esportiva, ou em determinados tipos de movimentos. O incômodo pode aumentar de intensidade, podendo causar ardor na região. Em médio prazo, o paciente poderá ser acometido por uma limitação dos movimentos do quadril. Como salientado acima, no grau mais severo da doença, a dor pode irradiar para região lombar e membros inferiores.

Diagnóstico

O médico ortopedista especialista em quadril poderá identificar corretamente esse tipo de lesão. Afinal, a dor na região do púbis pode representar outros tipos de doença, tal como o impacto femoroacetabular e até hérnias inguinais. Por isso exames de radiografia da bacia e dos quadris são indicados.

Para descartar qualquer possibilidade, o médico ortopedista especialista em quadril também pode indicar uma ressonância magnética a ser realizada na sínfise púbica, articulação severamente afetada pela lesão. Em casos nos quais há dúvida entre pubalgia e hérnia inguinal, o profissional poderá pedir um ultrassom. Dessa forma, condições semelhantes podem ser descartadas e o tratamento poderá receber as indicações convenientes.

Tratamento

A recuperação muscular da região afetada pela dor, inicialmente se dá por meio do repouso e pela administração diária de anti-inflamatórios. Com a melhora do quadro de dor, sessões de fisioterapia são recomendadas para o fortalecimento muscular e sua estabilização.

Apesar de ser um processo mais demorado, a fisioterapia, principalmente para atletas profissionais acometidos pela condição, garante que não haverá mais recidivas. Após a plena recuperação da região pélvica, o paciente deverá sempre se atentar ao fortalecimento de forma rotineira.

Em último caso, quando não há melhora por meio de métodos conservadores de tratamento, a cirurgia é indicada. O procedimento se baseia na liberação parcial dos tendões musculares que se originam na região púbica, com a finalidade de alongá-los e, assim, diminuir a tração mecânica exercida na região

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