Ombro

 

O que é instabilidade glenoumeral ou luxação recidivante do ombro?

A Instabilidade Glenoumeral ou luxação recidivante é uma lesão que ocorre no ombro em tecidos como o lábio da glenóide ou nos ligamentos glenoumerais. Ela ocorre caso o indivíduo já tenha sofrido uma luxação no ombro que tenha causado uma lesão no lábio ou ligamentos. Sendo assim, deve haver um período de repouso para sua cicatrização.
Se por acaso a lesão não cicatrizar por completo – o que ocorre na maioria dos casos – em uma posição normal para que não tenham novos deslocamentos, pode haver mais uma luxação, gerando a chamada Instabilidade Glenoumeral.

Se acontecerem novas luxações, os ligamentos podem se alongar por demasiado e os traumas podem progredir para o osso, fato que pode facilitar a ocorrência de novas luxações. É necessário lembrar que o ombro é a articulação mais lesada do corpo humano, sendo o local de luxação em 45% dos casos.

Quais os sintomas da instabilidade do ombro?

O grau de Instabilidade Glenoumeral pode ser classificado em luxação, quando há a separação completa das articulações e subluxação, quando essa separação é incompleta. Ela também pode ser aguda, caso seja identificada no primeiro dia, crônica, se observada após os primeiros vinte e um dias e recorrente, se já tiverem acontecido luxações em diversas ocasiões.
Na maioria dos casos, os pacientes apresentam dor intensa, sendo incapazes de movimentar o braço, alegando a sensação de que algo “saiu do lugar”. O que ocorre, é que o deslocamento do úmero causa fraqueza por conta da falta de coordenação motora associada a intensa dor. Quando ocorre a Instabilidade Glenoumeral, esses sintomas tendem a aumentar.

Quais as consequências da instabilidade glenoumeral?

Complicações envolvendo luxações traumáticas anteriores podem causar instabilidade maior para os casos de pacientes mais jovens, ocorrendo em 95% deles. Apenas nos pacientes acima de 40 anos é que essa taxa cai para 40%, pois pessoas com mais idade tendem a menor demanda nos membros e possuem menor elasticidade.
Dentre as complicações, é comum haver a lesão de Bone-Bankart e a lesão de Hill-Sacks. As duas são lesões ósseas e aumentam a chance de uma nova luxação. Nestas lesões, quanto maior o afundamento, maior será a chance de novas luxações.
Já no caso das Lesões do Manguito Rotador, pode ocorrer a limitação dos movimentos no ombro, além de ocorrerem com mais frequência em pacientes acima de 40 anos. Outro tipo de lesão, são as lesões neurológicas, que ocorrem quando o nervo axilar ou o nervo musculocutâneo é lesionado, causando fraqueza e diminuição da sensibilidade de alguns músculos.

Como tratar a instabilidade do ombro?

Após o passo a passo do diagnóstico junto a exames de radiografias do ombro, para recolocar o osso (úmero) no lugar, o médico pode utilizar analgésicos e aplicar anestesia para reduzir a dor durante o procedimento. Após o método de realocar o osso no lugar, isto é, restabelecer a ligação articular entre o úmero e a glenóide, será feito uma nova radiografia para verificar se o procedimento foi feito de maneira correta. Para seguimento pode ser necessária a realização de exame de ressonância magnética.

Informações de recuperação e reabilitação

Após o processo de realocar o úmero, o paciente deve usar uma tipóia por um período de tempo indicado pelo médico. Normalmente, esse tipo de tratamento não operatório é utilizado em pacientes com menor demanda, ou onde há menor lesão no lábio ou ligamentos. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser receitados pelo médico para a completa recuperação.
Para a reabilitação da mobilidade do ombro, é recomendado fazer fisioterapia, bem como evitar posições de risco para novas luxações. Gelo é recomendável para diminuir a inflamação. O próximo passo é centralizar a recuperação no fortalecimento muscular, em especial nos músculos do Manguito Rotador e da escápula. O fortalecimento muscular pode ser continuado em academia.  

Nos casos de luxação recidivante do ombro (2 ou mais episódios), persistência da dor, subluxações (pequenos deslocamentos) e/ou persistência de insegurança na articulação, está indicado o tratamento cirúrgico.

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